Captação e uso inteligente faz viveiro da MS Florestal economizar 5 litros de água por muda

No Dia Mundial da Água, o uso consciente e maneiras de economia são os principais desafios.

Água, um recurso natural tão importante que se tornou data de celebração criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, 22 de março. Com o mundo em mudança climática com secas extremas e alagamentos nunca vistos antes, a sustentabilidade e modernização devem caminhar juntas. E isso é o que acontece no viveiro da MS Florestal no município de Água Clara.

No local, softwares ajudam na tomada de decisão para quantidade de irrigação necessária, evitando desperdício e realizando a irrigação somente no melhor momento para as mudas. A implementação dessa tecnologia faz com que o consumo gire em torno de 13 a 15 litros por muda produzida.

Em um sistema antigo, por exemplo, o consumo gira em torno de 20 litros por muda. 

Além do sistema modernizado, uso do controle automatizado das estruturas físicas que suportam a produção de mudas. Há ainda os telhados retráteis para melhorar a eficiência do viveiro, menor uso de recursos naturais como a água e menor uso de produtos químicos (fertilizantes).

Quem explica sobre a captação de água é o gerente de viveiros da MS Florestal, Maurício Prieto. “No viveiro de Água Clara, nós utilizamos poços, a gente capta água de poço via bomba. Essa água é armazenada em cisternas, como se fosse um piscinão, utilizada no viveiro”. 

O gerente explica que cada setor do viveiro tem um tipo de bico de irrigação específico. “Isso garante a maior eficiência com o menor uso possível de água. E toda a água que a gente utiliza no viveiro, o restante ela drena naturalmente para o lençol freático, e assim, não há o uso excessivo e nem desperdício”.

Sobre a irrigação, Maurício fala ainda que depende do tipo de muda e a quantidade de água necessária para ela. “Até porque para a produção de muda de eucalipto, a água em excesso é um meio de transporte de várias doenças. Então, água em excesso em viveiro é sempre prejudicial e quanto menor a quantidade de água que a gente usa, mais rápido a gente consegue rustificar a muda, melhor ela vai para campo, com as condições do solo de Mato Grosso do Sul”.

Portanto, o processo da companhia é de reduzir o consumo de água, contribuir com o meio ambiente e colaborar com a operação para preparar a muda para uma condição de campo.

A água captada no viveiro e reutilizada é direcionada para outra cisterna que pode ser utilizada para combate a incêndios ou para plantio em campo também, para abastecimento de plantio em campo. 

Quem fala mais sobre esse processo é o coordenador do viveiro em Água Clara, Gilvan Cercundo da Cruz. “Temos no local, duas caixas de captação onde a água é armazenada. O que não é utilizado deixamos em uma cisterna e pode ser designada para um futuro plantio em campo ou na ajuda a combate a incêndios nas épocas de seca. Nosso uso é consciente sendo apenas o necessário”.